Deusa da escuridão
Para mim, esta é uma das fotos que mais representa o nosso sentimento em relação à Lua. Quem nunca teve vontade de pisar naquele solo, caminhar flutuando entre crateras e admirar de longe a imensidão do Planeta Azul? A Superlua, fenômeno anual, esteve desta vez 14% mais próximo da Terra e 30% mais brilhante. Essa imagem foi registrada pela Agência Reuters na cidade de Phoenix, Arizona (EUA). Parece que o homem conseguirá chegar ao satélite natural logo, logo de tão próximo que parece estar. Na realidade, no ponto mais perto, a Lua esteve a 357 mil quilômetros daqui. É chão… ou melhor, é céu…
Re+começar
Mudanças nem sempre são fáceis. Nada como permanecer em nosso porto seguro; deixando com que a rotina se encarregue de preencher dia após dia. Em algum momento, porém, é necessário crescer – se os sonhos são ambiciosos.
Nem sempre a despedida será da melhor forma e nem como havíamos planejado. Mas o ciclo se completa. Nos formamos na escola e na universidade, mudamos de cidade, somos demitidos do trabalho, perdemos alguém, nos decepcionamos com pessoas que amamos ou o plano falha. São situações que aparecem apenas para nos deixar alertas.
Não é fácil lidar com o re+começo. Vamos sempre comparar com o momento em que tudo se encaminhava de forma pacífica. Nem sempre tudo ficará tão ruim ou tão bom. É preciso haver um equilíbrio. E aos poucos a linha do tempo determina a estabilidade da vida novamente.
É essa sacudida que nos deixa fortes para provarmos a nós mesmos que somos capazes de enfrentar qualquer tempestade. Afinal, depois da chuva, o sol volta a brilhar.
Nossa missão
Portanto, sendo parte da humanidade, cada um de nós tem a responsabilidade de pensar na humanidade, de fazer uma contribuição para um mundo melhor, uma humanidade melhor.
- Dalai Lama em entrevista concedida à jornalista Sônia Bridi, publicada no livro Laowai.
Tafulhando panfleto
Tratamento dentário, divulgação de evento cultural, promoção de supermercado e novidade em eletrodomésticos. Acho que nem caminhei trezentos metros no centro da cidade, dia desses, e recebi tudo isso de panfletos. Confesso, nem li. Coloquei tudo dentro da mochila e quando cheguei à minha casa, foi tudo para o lixo.
Naquele dia, pude observar que outras pessoas nem faziam isso. Recebiam a folha publicitária e jogavam no chão dez metros depois ou na lixeira um pouco mais adiante. Somos culpados? Talvez sim. E se não aceitássemos os panfletos?
Bom, existem dois lados: o social e o ambiental. O primeiro refere-se a questão de colaborar com o trabalhador que está ali fazendo algo honesto; tendo a oportunidade de ganhar dinheiro para ajudar a sustentar a família. Mas o outro lado nos mostra um problema sério contra o meio-ambiente ao ser desperdiçado quilos e quilos de papel com a derrubada de milhares de árvores.
A panfletagem talvez seja a forma mais simples e barata de fazer propaganda e atingir grande quantidade de consumidores. A impressão não é tão cara e basta pagar um cachê simbólico para que o entregador fique o dia inteiro tafulhando papel em quem passa próximo a ele. Mas convenhamos, será que esta forma de fazer publicidade convence?
O problema é que nem todos os empreendimentos podem fazer publicidade. Anunciar em rádio, televisão ou jornal às vezes sai muito caro, ainda que consiga atingir a massa. Formas alternativas nem sempre dão o resultado esperado.
Mas da mesma forma que se pensa sobre a distribuição das sacolas plásticas em supermercados, se deveria regulamentar a panfletagem. Porque não adianta fazer um trabalho de conscientização ambiental pela metade.
Só quando for concluído
Mais uma importante obra começou a ser feita na minha cidade hoje. Vai beneficiar 30% da população que sofria quando chovia demais. Aqueles quatro bairros são os que sempre alagam com facilidade porque o escoamento é mínimo.
Quando uma obra começa, todo mundo quer saber quando termina. E esta foi minha pergunta ao secretário municipal e ao prefeito. Depois de conversarem entre eles, veio a resposta:
“Nestes anos em que estou à frente da prefeitura, aprendi que não devemos dar prazos. Sempre acontecem imprevistos e quando a data não é cumprida, ficam me cobrando. Então vamos aguardar”, disse.
Na mesma hora me passou pela cabeça os tantos projetos que demoram anos e anos para serem executados. Aqui pertinho da minha casa: a rodovia BR 101 e o aeroporto regional; ambos com quase dez anos de inicia e para o trabalho. Os estádios para a Copa do Mundo, que apesar de estarem dentro do prazo, ninguém sabe se realmente ficarão prontos. Hospitais, escolas, presídios, pontes. Com certeza na sua cidade também há algo que passou muito tempo do prazo inicial previsto.
Aí eu zapeio os canais e chego ao Discovery Channel. No ar, um programa sobre as grandes obras com prédios colossais e estruturas fenomenais. É incrível observar o passo a passo destes projetos que nem imaginamos como são construídos. Porém, o que me chama mais atenção é que as empresas realmente cumprem a data para entrega. Caso contrário, elas precisam arcar com multas milionárias. E danem-se os imprevistos.
É muito comum observar nestes programas a ênfase que é dada aos problemas. Até porque é necessário dramatizar o conteúdo. Dias de chuvas e mais chuvas, peças que chegam de forma errada, acidente, engenharia que falha. Enfim, os dias para a entrega se aproximam e é possível ver o desespero dos responsáveis. Vale salientar: obra concluída com qualidade.
Por que isso não ocorre por aqui? Há tanta burocracia e tantas leis a serem seguidas e não existe firmeza para a realização das estruturas que beneficiam e muito a sociedade. Bom, não podemos ser ingênuos. Quanto mais algo se arrasta para ficar pronto, sabemos que por trás tem alguém que tira proveito disso.





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